O pessimista, otimista e o realista. Qual desses você é?

abril 14, 2012

Por Anderson Hernandes

É comum que pessoas otimistas sejam valorizadas, afinal é naturalmente motivador estar ao lado de pessoas positivas. Por outro lado, os pessimistas chegam ao ponto de serem evitados por outros por conta do modo negativo e pouco empolgante de encarar o futuro, podendo ser uma companhia deprimente para muitos.

Qual dessas duas categorias lhe parece mais adequada? Bem, o otimista possui uma espécie de filtro mental onde processa acentuadamente as chances de algo dar certo e minimiza os riscos de não darem. Isso pode ser um problema, afinal ignorar ou minimizar riscos podem tornar a pessoa menos efetiva e engajada com o resultado final e aumentando o risco de fracasso. Diferentemente do otimista, o pessimista tende a ser excessivamente detalhista e cauteloso, deixando de correr riscos calculados que poderiam gerar resultados positivos. Além disso, ele também tem pouco apoio de outros, afinal as pessoas normalmente se distanciam de pessoas negativas.

Por fim podemos acrescentar o realista, que por sua vez tem plena consciência dos riscos, não age com displicência nem burocracia excessiva ao tomar decisões e não se apega desnecessariamente a cada detalhe futuro. Ele sempre tem um “plano b” caso as coisas não ocorram como o esperado e não se empolga fantasiosamente com as possiblidades de êxito.

Todas as três características possuem vantagens e desvantagens que podem ajudar ou prejudicar conforme o contexto, com uma ligeira vantagem, em minha opinião, para o realista, que reúne o equilíbrio entre o otimista e o pessimista. É natural que as pessoas ao longo da sua vida desenvolvam características diferentes em consequência do momento ou situação que se encontram, ainda que a personalidade de cada um tenha a sua característica dominante. E você, já concluiu em qual dessas melhor se encaixa?

Anderson Hernandes é empresário contábil, palestrante e escritor especializado em mercado contábil. www.andersonhernandes.com.br


Como construir uma marca pessoal de sucesso

abril 7, 2012

Por Anderson Hernandes

O valor de um profissional no mercado é determinado por diferentes fatores incluindo o conhecimento e habilidades que possui, o grau de especialização, a raridade do que faz e a força da sua marca pessoal. Grandes empresas há décadas estão evoluindo na adoção de estratégias de marketing para construírem marcas de sucesso. Em relação às marcas pessoais ainda existe um longo caminho para ser percorrido, justificado tanto pelo desconhecimento de estratégias, quanto pela falta de profissionais especializados nesse tema. No último livro que publiquei intitulado “O Poder da Marca Pessoal nos Negócios” reuni dez diferentes estratégias para ajudar profissionais a construírem uma marca pessoal forte.

Hoje mais do que em qualquer momento anterior, as redes sociais fazem parte do dia a dia das pessoas e são a maior vitrine profissional já existente. Por meio dela, podemos fixar uma marca profissional forte, desde que saibamos aproveitar todo o potencial da rede. Exemplificando isso, nesse momento estou dentro de um voo de São Paulo a João Pessoa para ministrar uma palestra num grande evento da Paraíba. O motivo que levou a ser convidado para palestrar nesse evento está diretamente relacionado com o poder das redes sociais. Ao definirem quais seriam os palestrantes que participariam do evento, os organizadores realizaram uma enquete pelo Twitter na qual seus seguidores indicariam quem gostariam de ver palestrando no evento e para minha surpresa criou-se uma corrente para que eu fosse um dos palestrantes. A que atribuo esse resultado? A rede de pessoas que tenho criado em volta da minha marca pessoal.

Pessoas e as empresas estão sedentas por encontrar referencias no mundo profissional e você tem a possibilidade de ser mais um ou ser único. O que determinará aquilo que será profissionalmente está diretamente relacionado com o poder que a sua marca pessoal exerce. Uma marca pessoal forte gera algo que é amplamente valorizado por empresas em todo o mundo: a recomendação da marca. Pare e pense: o que faz uma pessoa que não recebe qualquer remuneração e sequer o conhece pessoalmente fazer uma recomendação profissional sua? Nunca subestime o poder de uma recomendação profissional e é sobre esse e diferentes outros fatores que abordo com maior detalhamento no meu novo livro.

A construção de uma marca pessoal é feita passo a passo, com a soma de pequenas conquistas e a ajuda de pessoas, com o investimento de muito tempo e com a orientação de profissionais especializados em personal branding.  Apesar de não ser uma tarefa fácil com plena certeza, uma marca pessoal forte proporcionará uma valorização profissional que justificará todo o investimento que você fez, portanto invista na sua marca pessoal.

Anderson Hernandes é empresário contábil, palestrante e escritor especializado em mercado contábil. www.andersonhernandes.com.br


O que podemos aprender do exemplo profissional de Jeremy Lin?

fevereiro 27, 2012

Por Anderson Hernandes

O jogador da NBA Jeremy Lin tornou-se a mais nova sensação da NBA, mas durante anos foi ignorado. Como podemos aplicar o exemplo de LIn no contexto profissional? O artigo explica.

O jogador de basquete da NBA Jeremy Lin, se tornou na mais nova sensação da liga de basquete americano. Para explicar os feitos de Lin um estudo conduzido pela Sport Science concluiu que ele é um jogador ágil, com aceleração de 0 a 15 Km em menos de 1 segundo, comparável a de John Wall a primeira escolha do draft de 2010, seu giro é de 875°/segundo comparável ao do atual MVP Derrick Rose, seu arremesso de 3 pontos tem o tempo de 0,60/segundo e é mais rápido que Ray Allen o maior cestinha de 3 pontos da NBA. Estima-se que esse jogador possa girar algo em torno de 1 bilhão de dólares nos próximos anos.

Apesar dessas habilidades, Jeremy Lin não foi convidado como bolsista para nenhuma Universidade e estudou por conta própria em Havard onde alcançou a incrível marca de 1450 pontos, 450 rebotes e 400 assistências na Ivy League. Ainda assim, ele foi ignorado pelo draft e depois foi dispensado por dois times da NBA, até que finalmente foi convidado para o Knicks, teve a oportunidade de entrar em um jogo, marcou 25 pontos e não parou mais, comandando vitórias e se tornou na nova sensação na NBA.

Como pôde um jogador acima da média ter sido ignorado por tanto tempo? Comparativamente falando, quantos “Jeremy Lins” existe no contexto profissional sem o reconhecimento devido do mercado?

Não se sabe ao certo todos os motivos determinantes para que se levasse tanto tempo para Lin alcançar o sonhado resultado, mas possivelmente ele teve enorme dificuldade de estabelecer uma estratégia de promoção pessoal, semelhantemente como ocorre com muitos profissionais da atualidade. Além disso, esse exemplo mostra que nem sempre os melhores profissionais são os mais reconhecidos, para a frustação deles.

O mercado ignora muitos profissionais com grande potencial por diversas razões, exigindo deles muita persistência e estratégias de marketing pessoal para tornar-se atraente ao mercado e alcançar o destaque merecido.

A marca pessoal de um profissional é determinada por um conjunto de fatores que incluem desde suas habilidades, conhecimentos, comportamentos e a capacidade de transmitir uma imagem valorizada no mercado competitivo da atualidade. Se você for capaz de escolher uma estratégia adequada poderá encontrar a valorização profissional adequada assim como Jeremy Lin conquistou a sua. Pense nisso!

Anderson Hernandes é empresário contábil, palestrante e escritor especializado em mercado contábil. www.andersonhernandes.com.br


O Erro que se transforma em Sucesso

fevereiro 4, 2012

Por Anderson Hernandes

Maradona, Pelé e Ronaldo, o que esses jogadores tinham em comum? Dentre outras coisas, eles protagonizaram jogadas extraordinárias em campo. Pelé, eternizado como o “Rei do Futebol”, na copa de 1970 registrou uma memorável imagem na história quando deu um drible da vaca sem tocar na bola (http://www.youtube.com/watch?v=nNc-YiUzi2g), mesmo não tendo sido convertido em gol. Lances como esse e muitos outros, protagonizados por tais jogadores são revistos exaustivamente anos depois e representa “exceção a regra” no futebol pouco criativo da maioria.

A história não registra as inúmeras jogadas que esses profissionais tentaram e que não foram bem sucedidas, mas destaca as que deram resultados muito acima da média. Isso me fez pensar na relação do erro com o sucesso, na qual só são bem sucedidos aqueles que arriscam seguidas vezes e consequentemente erram proporcionalmente. Obviamente que todos esses jogadores tinham um talento extraordinário, mas o talento por si só não seria suficiente se não houvesse a iniciativa de arriscar jogadas diferenciadas.

No ambiente profissional não é diferente. Profissionais que alcançaram um nível diferenciado reúnem características que incluem a insistência em tentativas, muitas sem sucesso, que por fim culminam em resultados extraordinários. São esses resultados que ficam registrados na história profissional. Com plena certeza, sem arriscar em diferentes situações, dificilmente você terá no seu currículo essas “jogadas extraordinárias”.

Por isso, o fato é que o sucesso vem depois do erro, porque é a soma de erros que gera acertos e a soma de acertos que se transforma em sucesso.

Pense nisso!

Anderson Hernandes é empresário contábil, palestrante e escritor especializado em mercado contábil. www.andersonhernandes.com.br


Cinco dicas para construir uma marca pessoal

outubro 23, 2011

Por Anderson Hernandes

Dicas breves de como construir uma marca pessoal

Recebo muitas perguntas sobre construir uma marca pessoal, por isso, vou dar-lhe cinco dicas breves para construir uma marca pessoal:

Não seja apenas mediano, seja diferente

Profissionais que se destacam dos demais, conseguem isso porque são de algum modo, diferentes. Não importa o que você faça, mas fuja da medianidade, por que são os melhores e os piores que são lembrados, nunca os medianos.

Nunca passe despercebido

Muitas chances profissionais surgem de construir uma marca pessoal e simplesmente são desperdiçadas por falta de iniciativa por parte do profissional. Sempre aproveite maneiras de deixar sua marca pessoal por onde passa.

Invista na comunicação

Tão importante quanto ter conhecimento de algo é comunicar-se adequadamente. O que é um bom produto sem uma boa comunicação? Idem ao profissional.

Faça algo pessoal com a qual possa orgulhar-se

O mercado valoriza pessoas com realizações pessoais, especialmente quando feitas em prol de outras pessoas. Isso trás inúmeros benefícios pessoais, que vão da auto-realização a ajuda prestada a outros.

Só se ganha investindo seu tempo em outros

Tenha algo a contribuir para sua rede de contatos. Valem dicas, conhecimento, materiais técnicos dentre outros. Colabore mesmo sem receber nada em troca.

Lembre-se, exige muito investimento para construir uma marca pessoal, invista nisso e com o tempo colherá os resultados.

Anderson Hernandes é empresário contábil, palestrante e escritor especializado em mercado contábil. www.andersonhernandes.com.br

Fonte: Administradores.com


A sua empresa contábil tem um Steve Jobs?

outubro 7, 2011

Por Anderson Hernandes

O artigo faz uma relação entre a visibilidade de Steve Jobs com alguns empresários contábeis da atualidade.

Apple, Microsoft, Google e Sony, o que essas empresas têm em comum? Foram companhias de sucesso na qual sua imagem sempre esteve diretamente vinculada a de seus co-fundadores. No mercado contábil são comuns exemplos semelhantes, especialmente porque grande parte dessas empresas foi formada e continua a ser dirigida por profissionais fundadores. Mas, quantos conseguem alcançar comparativamente tamanha visibilidade no mercado contábil como Steve Jobs alcançou na área de tecnologia?

Salvo as devidas proporções, ter um diretor com grande poder de persuasão, comprometimento, disciplina e acima de tudo genialidade é um diferencial para qualquer companhia e também para uma empresa contábil. Com uma incrível capacidade visionária, o “Steve Jobs Contábil” é capaz de enxergar anos a frente do atual mercado contábil, estabelecendo estratégias de serviços para atender a futuras oportunidades e preparar a empresa para desafios antes mesmo que surjam.

Com uma liderança diferenciada e incrível capacidade persuasiva, ele é capaz de não somente mover pessoas a ação, mas é fonte de inspiração para seus profissionais e até concorrentes de mercado. Considerado como persistente e com forte apego aos seus ideais, ele é criticado muitas vezes, mas nunca é visto como omisso das principais situações consideradas fundamentais na sua empresa.

Na maior parte das vezes, começou sua empresa contábil do nada, vendendo e executando seus próprios serviços e tem um amor incondicional por ela. Apesar de todo o crescimento que ela alcançou no decorrer dos anos, ele continua reinventar seu negócio a cada dia, ganhando visibilidade em seu mercado, ditando tendências e granjeando respeito por seus diferenciais.

A competência para gerir uma empresa contábil não é algo incomum, afinal temos uma infinidade de empresários contábeis de sucesso, mas a genialidade de alguns em estabelecer estratégias memoráveis, encontrar soluções criativas para os mais desafiadores problemas e quebrar paradigmas num segmento que se apega a eles é ainda muito rara.

Não importa quão desafiador possa ser o mercado contábil da atualidade, nem tampouco quantas vezes ainda sejam necessárias se reinventar, ainda assim existirão alguns empresários contábeis que ditarão tendências e serão comparativamente admirados por esse mercado assim como foi o grande Steve Jobs no mercado de tecnologia.

Anderson Hernandes é empresário contábil, palestrante e escritor especializado em mercado contábil. www.andersonhernandes.com.br

Fonte: Administradores.com


Desafios na gestão de empresas de contabilidade

outubro 4, 2011

Por Anderson Hernandes

Atualmente temos no mais de 75 mil escritórios de contabilidade no Brasil. Com tantas mudanças ocorrendo no mercado contábil nos últimos anos, quais são os principais desafios das empresas de contabilidade da atualidade? Nesse artigo destacarei cinco na qual considero os principais.

Gestão do conhecimento técnico

A gestão do conhecimento técnico contábil não se restringe apenas na sua obtenção, mas incluem a identificação, localização, partilha e disseminação dele dentro de uma empresa de contabilidade. Num segmento em constante evolução, acompanhar e disseminar o conhecimento na organização não é uma tarefa simples. Cabe especialmente à diretoria a responsabilidade pela gestão desse conhecimento, quer pela manutenção de um departamento de recursos humanos, quer por ações propostas por ela própria, caso contrário à empresa contábil estará em risco de não atender as exigências exigidas pelo mercado contábil.

Gestão de pessoas

Gerir equipes capazes de atender as exigências e pressão do mercado, mantendo níveis de motivação que garanta comprometimento e diminua a taxa de turnover existentes em grande parte das empresas contábeis é outro desafio para elas. Deste modo, é altamente recomendável que todo escritório de médio e grande porte, tenha um departamento de recursos humanos para atender a esses requisitos necessários. Já os pequenos escritórios que carecem de estrutura que permita a existência desse departamento, poderão qualificar seus diretores em habilidades de gestão de pessoas, de modo a atender as necessidades de seus colaboradores.

Gestão de clientes

A gestão do relacionamento com o cliente nunca foi tão importante e ao mesmo tempo tão complexa nas organizações contábeis. Se elas estão enfrentando dificuldades em acompanhar o avanço do mercado contábil como um todo, para os seus clientes será ainda maior, tornando o relacionamento difícil. Ainda assim o cliente tornou-se mais exigente nas relações com a empresa contábil, mesmo que a maior parte deles não dê contrapartida financeira por tal exigência. Diante disso, lidar com esses e outros fatores é outro desafio onde à aplicação de estratégias de marketing contábil é fundamental para auxiliar a entender o comportamento do cliente, portanto invista nesse conhecimento se busca aprimorar a gestão do seu relacionamento.

Gestão de riscos

Se por um lado estamos num momento de muitas oportunidades as empresas contábeis, por outro nunca tivemos tanto risco ao profissional e empresa de contabilidade. Ao analisar todas as obrigações acessórias e particularidades relacionadas com as informações prestadas pela empresa contábil aos seus stakeholders, é fundamental que ela tenha um mapeamento claro e ampla gestão dos riscos envolvidos. Com isso, controlar, documentar, treinar equipes e gerir processos deve fazer parte da rotina da empresa contábil.

Gestão de rentabilidade

Nenhuma empresa garante a sua permanência no mercado sem garantir a sua rentabilidade e isso não é diferente para uma empresa contábil. Ainda que essa afirmação possa parecer óbvia para um profissional contábil, a realidade mostra que muitos escritórios descuidam de sua gestão financeira e de custo, colocando-se em risco a sua sobrevivência. Administrar adequadamente seus custos, cobrar honorários adequados, prever investimentos necessários, evitar endividamentos desnecessários e provisionar recursos emergenciais são apenas parte das ações necessárias para uma boa gestão de empresa contábil. Portanto, nunca esqueça que nada pode substituir o lucro da sua empresa.

Enfrentar os desafios na gestão de empresas de contabilidade faz parte da função da diretoria e é imprescindível para aproveitar o melhor momento que o mercado contábil desfruta dos últimos anos, onde só as empresas capacitadas e preparadas poderão alcançar os benefícios.

 * Anderson Hernandes é empresário contábil, palestrante e escritor especializado em mercado contábil. www.andersonhernandes.com.br


Os contabilistas e o equilíbrio entre vida pessoal e profissional

setembro 16, 2011

Por Anderson Hernandes

A busca entre equilíbrio pessoal e profissional é um dos maiores desafios individuais. Qualquer pessoa, em qualquer profissão está sujeita a perder o equilíbrio entre vida pessoal e profissional em alguma fase da sua vida.

Para um grupo de profissionais, os contabilistas, esse equilíbrio tem se tornado um desafio ainda maior, quando se pensa na enorme carga de novas responsabilidades e exigências que esses profissionais acumularam nos últimos anos face às mudanças contábeis e fiscais para as empresas em que atuam.

Diante disso, é possível para o contabilista equilibrar adequadamente a vida profissional e pessoal? Sim é possível, mas nem sempre é uma tarefa fácil. Primeiramente, o profissional pode começar por estabelecer limites na sua rotina de trabalho e assumir responsabilidades que possam encaixar-se com sobra de tempo dentro dela. É claro que em alguns momentos será necessário que o profissional aumente a carga de trabalho em horas de dedicação extra, mas isso deve se restringir a momentos de picos de trabalho e não transformar definitivamente a sua rotina de trabalho.

Grande parte do trabalho que é executado em extenuantes horas extraordinárias ocorre porque não houve uma programação de execução de tarefas que priorize aquelas mais importantes e complexas para o início da rotina, onde normalmente o profissional tem melhor desempenho. Interrupções frequentes na jornada de trabalho para atendimento de telefonemas frequentes, reuniões desnecessárias, respostas de e-mails e intermináveis conversas em programas de comunicação instantânea tem um papel decisivo para determinar quantas horas extraordinárias serão necessárias ao profissional para atender a sua demanda de serviço. Assim, será prudente que o contabilista saiba limitar essas interrupções ao longo do dia.

Outro fator influenciador na rotina do profissional contábil é a necessidade frequente de atualização e acompanhamento das mudanças da legislação. Nesse respeito, muitos profissionais comentem o erro de não focar sua especialização em um, dois ou no máximo três áreas relevantes e assim diminuir em muito a necessidade de tantas atualizações. Buscar qualificação em todos os assuntos que a profissão contábil está relacionada gerará frustração pela impossibilidade de acompanhamento e incapacidade de ser referencia em alguns temas importantes ao profissional contábil da atualidade. Ainda que possamos ter uma visão generalista dos diversos temas correlacionados com a contabilidade, um contabilista não tem a obrigação de dominar todos eles.

Mas é possível equilibrar a vida profissional e pessoal? É possível ser bem sucedido em ambas? Por anos tenho confrontado as pessoas nas palestras que ministro com essas perguntas. O feedback recebido mostra que não raro, os profissionais tem enfrentado dificuldades nisso. Para os que estão plenamente focados na busca do sucesso profissional enfatizo que ele não compensa o fracasso pessoal. Lembro-me de uma cena com um cliente que passava por sérios problemas financeiros e que sempre se dedicou prioritariamente à empresa da família. Nesse momento difícil de sua vida profissional ele decidiu viajar com a família e ao chamar um dos filhos ouviu: “Pai, você me deixou de lado a vida inteira e agora que a empresa está quebrando você quer viajemos juntos? Agora é tarde”. As empresas, clientes, serviços que executamos e os problemas que temos a resolver sempre passarão, mas junto com isso passarão o tempo e momentos pessoais e familiares, portanto pense antes  de perder esses momentos insubstituíveis que nunca mais se repetirão.

 Anderson Hernandes é empresário contábil, palestrante e escritor especializado em mercado contábil. www.andersonhernandes.com.br


O mercado de luxo e os cuidados com o fisco

agosto 17, 2011

Por Anderson Hernandes

O mercado de luxo está entre os segmentos com maior potencial de crescimento nos próximos anos e a sua visibilidade para a sociedade e consequentemente para o fisco aumenta a cada dia. Isso se tornou evidente em diversas ocasiões onde operações fiscalizatórias do fisco, realizadas com acompanhamento de grande aparato policial, tiveram ampla repercussão na mídia.

Mas, qual é o objetivo do fisco em ostentar ações dessa natureza, mesmo que desnecessárias ou até mesmo infundadas?
Um dos motivos está diretamente ligado à cultura do nosso país. Muitos veem o luxo como contraditório num país de tamanha desigualdade social, relacionando muitas vezes a compra desses bens com ostentação desnecessária, supérflua e contraproducente. Ao instaurar ações fiscalizatórias dessa natureza, com ampla repercussão noticiosa, o fisco reafirma esse conceito, granjeando credibilidade de classes mais desfavorecidas economicamente.

Outro fator está ligado à repercussão do fato, afinal é notório que uma ação envolvendo empresas ligadas ao luxo terá efeito moral sobre a classe empresária muito maior do que teria uma mesma ação ocorrida com um desconhecido pequeno comerciante. A realidade, portanto, é que uma empresa, por atuar no mercado de luxo, está mais exposta a ações do fisco.
Mas as empresas podem tomar alguns cuidados conforme apresento a seguir:

Cuidado com a imagem da empresa – Qualquer empresa, independente do mercado que atue, tem que preservar a sua imagem. No âmbito do mercado de luxo, a imagem tem uma importância ainda maior, afinal as marcas de luxo relevam ao status e sucesso. Deste modo, o cuidado dever ser redobrado, pois qualquer dano a essa imagem poderá gerar problemas irreparáveis a empresa.

Cuidados com a vinculação direta do nome dos sócios com a empresa – Ter o nome ou sobrenome dos sócios vinculados diretamente ao nome da empresa pode representar benefícios estratégicos, mas do ponto de vista fiscal, cria uma relação direta da empresa a eles, e numa eventual ação fiscalizatória os danos da imagem pessoal dos seus dirigentes poderá ser afetada diretamente.

Utilize filtros legais de proteção jurídica – Ao invés dos sócios terem uma participação direta nas quotas da sociedade, recomendo utilizar empresas de participação, desde que legalmente constituídas. Isso evita vinculação direta aos sócios.

Cuidado com o cruzamento de informações do fisco – O fisco brasileiro é referencia mundial no cruzamento de informações eficazes na detecção de irregularidades, incluindo controle de importações, movimentações financeiras, contábeis e fiscais dentre muitos outros. Grande parte das autuações ocorre por erros por parte do contribuinte. Deste modo, manter o controle rígido permitirá a empresa se proteger contra ações fiscalizatórias.

Estabeleça estratégias conjuntas – Ao definir estratégias tributárias utilize equipes multidisciplinares incluindo tributaristas, financistas e contabilistas de modo que elas sejam viáveis nos principais aspectos legais e operacionais. Não raro nos deparamos com estratégias complexas feitas por tributaristas, porém inaplicáveis no aspecto contábil.

Revise sempre as informações transmitidas ao fisco – Mesmo depois de transmitidos ao fisco os dados poderão ser retificados antes de iniciado processo fiscalizatório, caso as empresas concluam que tenham ocorridos erros.
Portanto antecipe-se e revise as informações contábeis e fiscais evitando.
Com plena certeza, esses cuidados protegerão a empresa de operações fiscalizatórias repercussivas e que poderiam prejudicar diretamente a imagem dela e de seus

* Anderson Hernandes é empresário contábil, escritor, palestrante de diversas entidades de classe contábeis, incluindo CFC e CRC com excelente índice de aprovação e especialista mercado contábil. Autor de cinco livros dentre eles Marketing Contábil – Estratégias de Marketing para Empresas Contábeis. www.andersonhernandes.com.br e Twitter: @anderson_her


Haverá profissionais da contabilidade que o mercado necessita?

agosto 2, 2011

 por Anderson Hernandes

No último mês de maio, o Conselho Federal de Contabilidade publicou o resultado da primeira edição de 2011 do Exame de Suficiência para bacharéis e técnicos de contabilidade. O exame que continha questões de contabilidade geral, custos, gerencial, setor público e controladoria, além de outras áreas correlacionadas, não foi considerado difícil por especialistas. Apesar disso, o índice de aprovação foi de apenas 30,83% para bacharel em ciências contábeis e 24,93% para técnico em contabilidade, o que considero insatisfatório para as necessidades de mercado, porém realista para o nível em geral do ensino das escolas e faculdades de contabilidade. Para ratificar ainda mais essa avaliação, podemos comparar com o resultado obtido na última edição do exame de suficiência anterior a sua reaplicação, realizado em 2004, onde o índice de aprovação foi de 72,47% para bacharel em ciências contábeis. Ainda houve casos de Estados que tiveram índice de 100% de reprovação para técnicos de contabilidade.
Os números apenas expõem uma realidade: a baixa qualidade da formação dos estudantes de contabilidade, realidade essa que não deveria surpreender recrutadores de RH e empresários contábeis acostumados com a dificuldade de contratar profissionais da contabilidade habilitados. O mercado atual tem uma demanda por profissionais com habilidades e formação, que está muito longe do que as instituições têm proporcionado, podendo culminar num apagão de mão de obra qualificada para o mercado contábil em pouco tempo.
Uma pesquisa realizada em todo o Brasil pela revista Você S/A apontou que em São Paulo, conhecidamente como o centro das maiores empresas de auditoria e outsourcing contábil, o cargo de contador é o mais demandado pelos recrutadores de RH. Paralelamente um estudo realizado pelo ManPowerGroup, divulgado em maio deste ano, apontou que os profissionais de contabilidade estão entre as 10 profissões onde faltam mais profissionais qualificados, ou seja, existe uma demanda não atendida pelos profissionais que se formam.
Durante anos tenho realizado palestras em todo o Brasil, em contato direto com estudantes da contabilidade em escolas, universidades e entidades de classe, podendo afirmar que a maior parte deles ainda não se deu conta dessa realidade e, além disso, não sabe o caminho de oportunidades que a profissão oferece.
Analisando as questões do exame de suficiência, cabe destacar que nenhuma delas contemplou assuntos inseridos no dia a dia do profissional contábil, envolvendo aspectos tributários da profissão, tais como obrigações acessórias, apurações de impostos e outros, levando a avaliar que a prova poderia expor ainda mais a lacuna entre o conhecimento existente e conhecimento necessário a nossa profissão.
Qual é, portanto a solução para a profissão contábil? O primeiro grande passo foi dado pelo CFC com a aprovação do exame de suficiência, instituído nos termos da Lei 12.249/2010. Muitas empresas também têm feito a sua parte, preparando seus profissionais por meio de programas de qualificação complementar. As entidades educacionais tem uma responsabilidade diferenciada nesse processo, haja vista seu papel na formação principal do profissional da contabilidade, que precisa muito ser melhorada e adequada à realidade de mercado. Por fim, o próprio profissional tem que buscar uma formação adequada, que vai desde a escolha da entidade formadora até a educação complementar e continuada necessária, de modo a adequar-se ao atual cenário de qualificação e formação que o mercado necessita.

* Anderson Hernandes é diretor comercial da Tactus Outsourcing e Consultoria, escritor, palestrante e especialista em marketing contábil. http://www.andersonhernandes.com.br
Fonte: http://www.webartigos.com

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