A Caixa

outubro 16, 2011

Zé Iscritório em: A Caixa

Por Pedro Paulo Galindo Morales

Todo mundo reparou na força que aquele rapaz estava fazendo para carregar aquela caixa, não era uma caixa muito grande, mas pelo jeito deveria ser pesada. Ficamos todos curiosos para saber o que havia na caixa.

O rapaz deixou mais duas caixas iguais aquela, sempre fazendo uma expressão de muita força.

As três caixas ficaram ali no canto do andar, a espera de alguém para retira-las dali, como estava atrapalhando a passagem decidimos nos reunir e tirar a caixa da passagem até o pessoal do almoxarifado vir recolhê-las já que era final do expediente e o almoxarifado funciona até as 17h00 horas.

- Antônio, você pode me ajudar?

- Sei não Isq, mas essas caixas parecem pesadas é muito problemático.

- Vamos chamar o Fernando então!

Fernando veio e logo se dispôs a ajudar a afastar as caixas, e todos imaginávamos o que teria naquelas caixas. Os palpites foram os mais variados possíveis de resma de papeis maquinas de Xerox.

-Fernando, vamos pegar dois de um lado e dois do outro já que Mauricio veio ajudar

Quando pegamos a caixa quase a deixamos ir ao chão, não porque estava pesada e sim leve porque ela quase saiu voando de tanta força que fizemos para ergue-la. Fernando perguntou:

-Alguém olhou a nota fiscal!

-Me deixa ver, aqui diz que é copo plástico!

- Tai Isq, nem precisava de tanta ajuda, o cara que carregava a caixa que era fraco.

Depois das caixas arrumadas refletimos um pouco sobre o assunto, é mais ou menos assim que acontece com as tarefas de um escritório. Alguns fazem as suas tarefas como se estivessem fazendo todo o trabalho de uma empresa, como se carregasse o mundo nas costas e às vezes as tarefas não são nem tão difíceis assim.

Há os que vêm problemas em tudo, dão palpites e outros gastam muitas horas de planejamento com coisas simples que seria resolvido com uma simples tarefa de rotina como no caso, examinar a nota fiscal.

Meu nome é Zé Iscritório e gosto de escrever sobre o que acontece no mundo dos escritórios.


Zé Iscritório em: Caroneiro mui amigo

outubro 2, 2011

Por Pedro Paulo Galindo Morales

A carona no trabalho sempre foi algo complicado, aqui nos escritório já se tornou um habito as pessoas darem carona uma para as outras já que nem sempre é possível estar com o carro todo o dia.

Para mim a carona é algo que pode ser a solução para as grandes cidades já que diminuem os veículos que rodam pela cidade contribuindo para a melhora do transito e emissão de gases em países como os EUA, a carona é incentivada desde a Segunda Guerra Mundial, para economizar combustível e no Canadá as empresa incentivam o uso de caronas entre os funcionários.

O que às vezes acontece é o abuso desta carona como o que ocorreu com meu amigo Fernando e que todos ainda comentam.

Em mais um final de expediente, Fernando sempre leva de carona os colegas de trabalho para a casa ou para uma parada de ônibus mais próxima.

-Fernando vai para casa? Pode me dar uma carona?

-Posso sim Rui, vamos lá.

- Eu não costumo pegar carona, mas hoje meu carro esta na oficina e como sei que você mora para aqueles lados.

- Sem problema nenhum, quantas vezes você me deu carona, lembra aquele dia daquela chuva quando eu estava na parada de ônibus e você parou todo o transito apenas para me ajudar?

- E o guarda chuva não fechava e você se molhou todo ate conseguir fechar… e todos buzinando , foi engraçado.

Quando Fernando chega para pegar seu carro todos os que sempre pegam carona já estavam esperando eram as mesmas pessoas, mas Antônio tinha trazido André para aproveitar a corona, já que havia espaço no carro.

- Fernando da para levar o meu amigo André?

- Antônio, acho que cabe, é bem ai!

Couberam todos, estava meio apertado, mas se acomodaram no carro, quando dois quarteirões depois fura o pneu.

André que nunca pegou carona com Fernando foi o primeiro a descer.

- Estou atrasado vamos Antônio pegar um taxi, senão chegaremos atrasado! E foi embora sem se despedir e ainda por cima carregou Mariana para ajudar a pagar o taxi. Apenas Mariana deu um tímido tchau para Fernando como querendo falar o que eu faço para te ajudar.

Rui desceu do carro já foi logo pedindo para Fernando abrir o porta malas, pegou o macaco e chave de rodas e ajudou a trocar o pneu.

Fernando foi deixar Rui em casa.

- Rui desculpa o incomodo foi uma carona meio sem futuro ….

- Que nada! Imprevistos acontecem, até amanhã.

Depois disso Fernando pensou o quanto tem sido tonto por dar carona para esse pessoal, na hora que ele mais precisa ninguém ajuda!

Na manhã seguinte ele viu Mariana e curioso perguntou.

- Tudo certo, quem era aquele rapaz?

- Seu Fernando desculpa de ontem, o rapaz é um conhecido do Antônio, é um cara de pau, tivemos que dividir o taxi, Antônio e eu, pois ele saltou antes da faculdade!

- Tudo bem, mas tome cuidado sempre com esses e outros “caroneiros mui amigos”.

Mariana depois de uma semana voltou a pegar carona com Fernando, já Antônio envergonhado, vai de ônibus e André talvez continue pegando carona.

Meu nome é Zé Iscritório e gosto de escrever sobre o que acontece no mundo dos escritórios.


Zé Iscritório em: Onde vai ser a Reunião?

setembro 25, 2011

Por Pedro Paulo Galindo Morales

Todos foram convocados para a reunião e o mais estranho que poderia parecer, foram apenas os homens, o e-mail dizia assim:

Prezados,

Convoco todos para uma reunião para tratarmos de assunto de interesse de todos.

Local: 5º andar final do corredor 2º porta a direita.

Horário: 15:00 horas.

É necessária a presença de todos.

Atenciosamente,

Carlos

Diretor de Área

Alguns, mais apressados queriam saber a pauta da reunião, foram perguntar para D. Anita, mas ela também foi pega de surpresa e não sabia nada da reunião, alguns continuaram trabalhando deixando para se preocupar com o local e a pauta da reunião um pouco antes das 15 horas.

Faltavam 15 minutos para as três horas da tarde o sinalizador do outlook  começou a avisar sobre a reunião. À medida que íamos caminhando para o final do corredor começamos a perceber aonde era a reunião.

_ Isqui não pode ser, será que esta certo o lugar?

_ É aqui mesmo, não esta vendo o pessoal….

Viramos para traz e lá vinha Dr. Carlos com o notebook debaixo do braço. Não tinha duvida, era ali.

Dr. Carlos entrou, cumprimentou a todos e começou a falar.

- A reunião é rápida, vocês devem estar estranhando o lugar da reunião, mas esse é um assunto que já foi debatido em varias palestras na empresa e como se não resolveu o problema vamos a mais uma palestra.

Todos se olhavam, estavam todos no mesmo barco, responsáveis de área, lideres de processo, gerentes todos enfim. Dr. Carlos começou a reunião colocando o Power Point intitulado “Assim não dá” e começamos a ver o quanto era chata e constrangedora a situação, embora a vivenciássemos no dia a dia, era cada imagem que fica até ruim descrever, uma situação embaraçosa. Uma porcaria!

Sabe onde era a reunião? No banheiro masculino, as imagens eram tão fortes com que, desse dia em diante, aprendemos que o bom uso de banheiros também é uma forma de respeito aos colegas e a nós mesmos.

Meu nome é Zé Iscritório e gosto de escrever sobre o que acontece no mundo dos escritórios.


Zé Iscritório em: Onde esta Dona Anita?

setembro 18, 2011

Por Pedro Paulo Galindo Morales

Era depois do almoço e todos estranhamos que Dona Anita não estava na sua mesa, mas também ela estava passando por alguns contratempos, secretária da diretoria estava fazendo uma Pós-graduação na área de gestão estava sem uma pessoa que olhasse seus filhos e para complicar ela estava fazendo seu Trabalho de Conclusão de Curso.

Já eram duas e meia da tarde, o Diretor já havia chegado com alguns fornecedores para uma reunião de surpresa.

O telefone celular da Maria toca.

- Ei Maria sou eu a Anita. Falava baixinho como se estivesse em um túnel.

- Onde você esta? O Dr. Carlos chegou e perguntou por você.

- Eu sei, estou aqui, na sala de reunião e não posso sair porque ele esta com muita gente na sala!

-Como você entrou nessa, estávamos preocupados. Graças a Deus você esta bem!

- Bem nada! Arruma um jeito de ele sair da sala, um incêndio, alarme falso, qualquer coisa, por favor!

Maria ficou atordoada tinha que ajudar a amiga e não sabia como disparar o alarme de incêndio, essa ideia seria caixão e vela preta. Inventar alguma coisa qualquer, Mas o que?

De repente se ouve um som de sirene alto que ecoava como uma cigarra desesperada pelo prédio, Anita apavorou-se e perguntava a si mesma o que a doida da Maria fez? Estamos demitidas, não devia ter dito isso. E agora? Maria olhou pela porta e todos estavam saindo, esperou um pouco e saiu atrás.

Quando descia as escadas pensava o seu emprego e no da amiga e lamentava-se de ter dado a ideia infeliz.

Já no ponto de encontro e abandono encontrou Maria e foi logo dizendo:

- O que você fez eu estava brincando, veja a confusão que arrumei desocupamos o prédio inteiro, estamos fritas!

-Calma Anita! Não fiz nada, você salva pelo gongo!

- Como assim?

-Hoje é o treinamento da brigada de incêndio! Como você ficou presa na sala?

-Depois te conto, preciso correr.

Anita fez o caminho de volta pela escada de emergência, subiu como uma louca por quatro andares, tudo isso para chegar antes do Dr. Carlos na sala de reunião. Quando ele chegou já estava tudo bem arrumado.

Dr. Carlos desculpe o atraso, mas esta tudo ok! Falta alguma coisa?

-Este perfeito, como sempre, mas da próxima vez coloque o despertador!

O Diretor entrou na sala com um sorriso tímido no canto da boca, certamente lembrando-se do tempo em que no intervalo do almoço dormia na sala do C.P. D único lugar naquela época, além da sala do Diretor, que existia ar condicionado em uma empresa.

Meu nome é Zé Iscritório e gosto de escrever sobre o que acontece no mundo dos escritórios.


Zé Iscritório em: Lipe e Ricard

setembro 4, 2011

Por Pedro Paulo Galindo Morales

No segundo andar há uma dupla de colegas muito interessante que eu diria que se completam. Felipe é alegre, motivado, sempre encara as tarefas como desafio, procura encontrar solução para tudo, não se conforma quando a situação não tem solução.

Ricardo ao contrario vive sempre desanimado coloca defeito em tudo e vive repetindo isso não vai dar certo, é muito complicado. Vive pelos corredores se queixando de tudo e de todos para ele a vida é uma monotonia só.

Mas os dois apesar de serem diferentes estavam sempre trabalhando junto em algum projeto em busca de uma inovação.

Certa vez Felipe pensando falou para Ricardo.

- Ricardo o que você acha de implantarmos um sistema de gestão para controlarmos o estoque.

-Não sei não, já temos um e me parece bom, para que mexer.

-La vem você com a sua ladainha, nos podíamos fazer um sistema com novos filtros e campos.

-Oh vida complicada! Mais dor de cabeça. Amanhã nos conversamos já são 6 horas.

E Felipe foi até o estacionamento falando do projeto com Ricardo que prestava atenção a todas as palavras.

Na manhã seguinte Felipe reuniu o material para estudar e já foi procurar Ricardo.

-E ai Ricardo esta pronto para o nosso projeto.

- É o jeito né, vamos ver o que podemos fazer, acho que é muito difícil. Quem vai apoiar o nosso projeto?

Felipe saiu e foi conversar com seu chefe que apoiou a ideia e pediu que o projeto fosse desenvolvido o quanto antes para apresentar para a diretoria.

-Ricardo, temos um mês para esboçar o projeto, esse vai trazer muita evolução para a empresa.

- Felipe, você é demais, é fera. Será que vai dar certo?

Os dois trabalharam com dedicação, ficavam até mais tarde elaborando planos, aprendendo Access, fazendo teste, mas Ricardo continuava dizendo que não ia dar certo.

O projeto ficou pronto e foram mostrar ao Diretor, estava na antessala o chefe de Felipe e Ricardo o gerente da área de logística e mais duas pessoas do departamento quando Felipe falou:

- Chegou a hora vamos lá, Ricardo tudo pronto? Animo!

-Tudo, esse projeto foi um parto.

Depois do projeto apresentado e feita as devidas correções e verba aprovada o gerente de logística se dirigi a Felipe e Ricardo e cumprimenta os dois.

-Vocês estão de parabéns! O projeto vai ser um sucesso.

-É um desafio, pensei que não ia dar certo. Diz Ricardo

E o chefe dos dois fala: Eu sabia que ia dar certo, afinal vocês são como a dupla daquele desenho do leão e a hiena um acelera e o outro freia, e tudo acaba dando certo.

O gerente de logística disse rapidamente:

São o Lipe e Ricard de nossa empresa!

Ricardo disse: “Oh dia… Oh azar…” e todos riram da situação. Desde desse dia os dois são conhecidos por esse apelido.

No seu escritório existem mais Lipes ou Ricards?

Meu nome é Zé Iscritório e gosto de escrever sobre o que acontece no mundo dos escritórios.


Zé Iscritório em: O Homem do Tempo

agosto 28, 2011

Por Pedro Paulo Galindo Morales

Mauricio é um jovem de 25 anos um pouco estranho para os parâmetros de um escritório , bem educado e arrumado quando estava no ambiente de trabalho tipo do jovem normal a não ser pela sua transformação no final de semana no estilo de vestir, seguia a moda de hip-hop dos estadunidenses com roupas largas, bonés e cordões grossos e frequentar bailes Funk.

Mauricio no dia a dia é um bom funcionário, cursou uma faculdade de economia e tem um ótimo senso de humor.

Ele é conhecido não por ser “funkeiro de fim de semana”, mas sim por ser o Homem do Tempo apelido que ele recebeu por saber exatamente interpretar o humor de seu chefe o famoso “Carvalhão”.

Na hora do cafezinho pode-se ouvir da sua boca frases como “A fila anda, a catraca gira” ou quando o problema é mais grave ele diz “prepara o couronights que o bonde satânico vai passar”.

Mau-Mau como é seu apelido inventou várias “estações” para interpretar o humor do “Carvalhão” e como não podia deixar de ser acabou se espalhando para os outros chefes vamos a lista de Mau-Mau:

  1. Chefe Nuvem: aquele que quando vai embora fica tudo mais claro;
  2. Chefe Trovão: o chefe que só fala gritando, faz muito barulho por nada e quase sempre não molha;
  3. Chefe Relâmpago: é o chefe que quer tudo para ontem e ainda da poucas instruções para as tarefas.
  4. Chefe Primavera: é aquele que tudo são flores, gosta de aparecer e falar que fez tudo sozinho;
  5. Chefe Inverno: é aquele chefe que não presta atenção a sua equipe, por mais que o funcionário faça ele fez sua obrigação e na hora do problema quase nunca tem coração;
  6. Chefe Verão: é o melhor chefe, esta sempre iluminando a sua equipe.

Estes são os tipos de chefes segundo Mauricio e quando acaba de dar a sua previsão ele diz “Chefe é chefe, quanto mais chefe mais problema resolvido, vamos trabalhar porque manda quem pode e obedece quem tem juízo”.

Uma coisa é certa, Mau-Mau tem mais juízo que muita gente por aqui!

Meu nome é Zé Iscritório e gosto de escrever sobre o que acontece no mundo dos escritórios.


Zé Iscritório em: A Bicicleta do Sr. Ronaldo

agosto 21, 2011

Por Pedro Paulo Galindo Morales

Em todo escritório sempre existe àquela hora do cafezinho ou lanche onde além de matar aquele ronco que da no nosso estomago de três em três horas serve também para colocar a conversa em dia.

Perto daqui existem varias lanchonetes há entre elas a do “Seu” Ronaldo um senhor já de seus 50 poucos anos que esta há muito tempo fornecendo lanches para os escritórios da redondeza.

A trajetória do Sr. Ronaldo não difere muito das demais. Começou há cerca de 20 anos vendendo lanche em uma bicicleta depois de ser demitido de uma empresa metalúrgica. Tempos difíceis onde o emprego era raro para quem tivesse mais idade. Com um bom atendimento foi conquistando os clientes, com suas entregas bem humoradas, fazia questão de oferecer qualidade, seu catechupe e maionese eram de primeira e o pão era de ótima qualidade sem contar a salsicha que era da marca líder do mercado. Assim ocorria com os salgados e bolo feitos pela sua esposa que acordava de madrugada para fritar as guloseimas e fazer os bolos de laranja, chocolate, baunilha…. .

O tempo passou e Ronaldo inspirado pela “turma” dos escritórios que ficavam perto dali colocou o nome em sua bicicleta de MC Ronald’s, o pessoal gosta de uma brincadeira. Mas o negócio foi se tornando cada vez maior e Ronaldo partiu para o aluguel de um ponto comercial bem na frente de onde ficava sua bicicleta que foi reformada e guardada como lembrança.

Com a bicicleta Ronaldo “estudou” como ele mesmo fala um casal de filhos, Ronaldo Filho formou-se em Administração e hoje ajuda o pai a cuidar da rede de lanchonetes, pois são 4 lojas pelo centro da cidade.

Ronaldo Filho, pensando em dar uma nova forma ao negócio passou a fazer um programa de redução de custos, além de cortar os mimos dos clientes como balas ou doces como forma de fidelizar os clientes. Começou a comprar ingredientes de baixa qualidade para os sanduiches e salgados e a reestruturação administrativa se encarregou de dispensar dois funcionários antigos que ganhavam bem e conheciam a clientela como ninguém até adivinhavam os pedidos, tudo isso como Ronaldo Filho dizia era para enfrentar a crise e a competitividade de mercado.

No começo os lucros começaram a aparecer e foi um sucesso, mas passado alguns anos Sr Ronaldo começou a sentir a falta de clientes que o acompanhavam a muito tempo e as vendas caíram tanto ao ponto que tiveram que fechar uma das lojas. Então ele decidiu por conta própria pesquisar o que estava acontecendo com os clientes.

Eu como era frequentador assíduo desde os tempos que vinha ao escritório com meu pai fui um dos entrevistados. Falei para ele que deixei de fazer pedidos para sua lanchonete devido à qualidade de seus sanduiches não serem a mesma e a dificuldade de fazer um pedido já que agora quem os atendia era uma central de atendimento e o fato de ter um pedido mínimo para ficar isento de taxa me incomodava.

Sr. Ronaldo entrevistou muitas outras pessoas e anotou tudo que ouviu e foi falar com seu filho.

-Ronaldo Filho estive pesquisando e descobri que a nossa clientela já não é mais fiel.

- Pai, não é bem assim, nossas vendas estão caindo porque o mercado esta muito competitivo , nossas ameaças agora são mais fortes e não temos como “paparicar” os clientes, temos que diminuir o custo por clientes e fazer uma reengenharia , estamos em crise!

-Sim, mas nossos clientes antigos se afastam cada vez mais por causa da qualidade e entrega de nossos lanches e a crise era muito mais braba a entrega sempre foi um diferencial.

- Conversa Pai a entrega só gera é prejuízo é melhor acabar com ela para ajudar a reduzir custos e enfrentar a crise.

Ronaldo não se conteve, foi ao deposito pegou a velha cargueira e colocou no meio da loja e disse:

-Meu filho no começo era apenas esta bicicleta e hoje são três lojas, essa é a minha medida do sucesso pra mim nunca teve crise, mas sim momentos difíceis. Agora vamos atender os clientes como sempre atendemos.

Deu um grito para dentro:

-Vamos às compras, quero tudo de boa qualidade e avisem nos escritórios e ao Iscritório  que a entrega do MC Ronald’s voltou a ser o que era. E você filhão continua controlando o custo, que é muito importante, mas não é tudo. È como disse um tal de Plauto (dramaturgo romano)  “Quem busca lucro, tem de fazer despesa.”

Meu nome é Zé Iscritório e gosto de escrever sobre o que acontece no mundo dos escritórios.


Zé Iscritório em: Meu pai e a escolha profissional

agosto 14, 2011

Por Pedro Paulo Galindo Morales

Sei que tenho esse nome influenciado pelo meu pai que decidiu homenagear não tanto o seu local de trabalho, mas sim a sua profissão a de Chefe de Seção. Como ele dizia, queria que seu filho estudasse que eu fosse mais longe que ele, talvez um Diretor.

Embora tivesse esse nome meu pai nunca exigiu que eu me formasse em Administração de Empresas, me deixava muito à vontade para escolher a minha profissão.

Tive vontade de ser médico, policial, maquinista de trem e jogador de futebol. Ele apenas me dizia que não importasse a profissão que escolhesse teria que primeiramente gostar dela e segundo me tornar uma referencia para a profissão, não alguém famoso ou rico, mas uma pessoa que fosse sempre lembrada pelo seu comprometimento, busca da verdade e bom senso, como ele dizia naquela época “Não quero que você seja um profissional infeliz apenas para me tornar feliz, não importa a sua escolha seja bom naquilo que você escolheu”.

Muitas pessoas gastam tempo e dinheiro tentando ser um profissional menos ruim na sua área de atuação apenas porque a profissão é bem remunerada ou a família quer que ele seja médico, advogado ou general.

Cresci e tive que me decidir que caminho profissional queria seguir. Jogador não podia ser porque sou ruim de bola nunca consegui ser titular de um time no colégio, médico e policial era difícil porque não gosto muito de sangue, embora os dois tenham um trabalho de ajuda para com as outras pessoas.

Vendo meu pai trabalhar com dedicação e felicidade sustentando a família com muita dignidade apesar das dificuldades, decidi seguir sua profissão e me tornei um Administrador de Empresas. Procuro sempre lembrar os ensinamentos e conselho do meu pai “Você tem que em primeiro lugar ser feliz na sua profissão e procurar trombar na área, ser aquela pessoa que no ultimo momento pode decidir o jogo mesmo quando as possibilidades forem poucas”.

O que meu filho vai ser quando crescer não sei, apenas sei que tenho que dar o exemplo de como ser um bom profissional. Bruno bem que podia ser jogador de futebol ela joga tão bem! Será?

Meu nome é Zé Iscritório e gosto de escrever sobre o que acontece no mundo dos escritórios.


Zé Iscritório em: São tantas emoções…

agosto 7, 2011

Por Pedro Paulo Galindo Morales

As pessoas têm a impressão que o mundo das empresas sempre é regido pela razão em sua maioria das vezes, mas não é assim. Conheço o “Carvalhão” que segundo dizem pelos corredores “trabalhar com ele é pura emoção”.

Comentam que uma vez “Carvalhão” precisava entregar um relatório com urgência e que devido à demora de sua assistente em entregar o trabalho ele começou a esbravejar e a chutar o ar como um menino mimado e num desses “golpes de judô” errou o chute no ar e “pow” desligou o estabilizador, foi choro para todo o lado, foi feito um mutirão pela noite inteira e o trabalho foi concluído.

 “Carvalhão” podia ser visto aos berros pelos corredores sempre brigando com sua equipe ou fornecedores. Certa vez sua secretária passou uma ligação e como ele estava muito nervoso atendeu o telefonema na sua caixa de escova de dente pensando que era o celular.

Quando “Carvalhão” estava descontraído ai sim ele era brincalhão, participava das cotinhas de aniversários, contava piadas e algumas vezes se excedia na bebida durante as festas de confraternização do final de ano, mas sempre contava com o amparo da Sra. Carvalho que estava sempre vigilante.

Um dos maiores contratempos do Sr. Carvalho foi quando a empresa passou por dificuldades e vários departamentos tiveram que enxugar a folha de pagamento, “Carvalhão” após muito pensar se decidiu por Hélio uma pessoa calma que cumpria com suas obrigações e ainda tinha tempo de pensar em algumas inovações.

O problema de Hélio é que ele também era muito emotivo, algumas pessoas achavam que ele era um pouco intransigente e queria ter a ultima palavra, esse temperamento não combinava com o Sr. Carvalho.

Chegado o dia, Sr. Carvalho simplesmente chamou Hélio e disse que a partir de agora a empresa não precisava de seus serviços e que estava demitido, não deixou Hélio falar e muito menos deu explicações.

Hélio retornou a sua mesa, e numa explosão de ódio simplesmente alterou a senha de seu computador, a vontade era deletar tudo mas a razão falou mais alto que a emoção e foi embora sem falar com ninguém.

No dia seguinte Carvalho fez uma reunião e comunicou a demissão de Hélio e dividiu o “espolio” entre os outros. Foi quando alguém falou:

- Alguém sabe a senha do Hélio?

- Me deixa tentar. Falou Antônio.

Antônio tentou por três vezes a senha e nada! Foi quando “Carvalhão” falou:

-Deixa para lá, não era nada importante, vamos em frente assim mesmo, vamos transferir o computador já que não precisamos mais!

O Sr. Carvalho faz que não sabe mas os arquivos do computador do Hélio foram recuperados e são usados para os relatórios e controles do departamento, mas para ele é como diz a musica do seu ídolo Roberto Carlos, se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi…

Meu nome é Zé Iscritório e gosto de escrever sobre o que acontece no mundo dos escritórios.


Zé Iscritório em: O Chefe João

julho 31, 2011

Por Pedro Paulo Galindo Morales

Em todo escritório sempre existem aquelas historias de chefes que são contadas a todos os novatos que entram nas empresas.

Um desses chefes que tem suas historias contadas entre os funcionários é o Sr. João ex-gerente administrativo da empresa nos anos 80.

Conta-se que ele tinha mania de todo o final de expediente inspecionar se as antigas máquinas calculadoras Olivetti estavam desligadas, se não estavam ele a desligava, e amarrava o fio no pé da mesa, dizem que quem tinha o fio amarrado não esquecia mais de desliga-las.

Outra mania do Chefe João era ele mesmo apagar as luzes do escritório depois de inspecionar se tudo estava OK, em uma época que os departamentos das empresas eram “loteados” em divisória, se a luz estivesse acesa ele deixava um bilhete “amanhã apague a luz ao sair”. Foi num desses episódios que o Chefe João para evitar que a chave do almoxarifado ficasse desaparecida toda a noite, ordenou que a chave fosse colocada em um chaveiro especial, num pedaço de cano de ferro que era carregado para todos os cantos aonde o almoxarife fosse.

Outra historia que contam com frequência era a do pão, o Chefe João proibiu certa vez que se lanchasse nas salas, pois sujava muito e os farelos atraiam baratas que sujavam os documentos, faziam vez por outra um ninho nas caixas de documentos. A ideia encontrada para “driblar” o Chefe João foi transportar os pães para o lanche dentro dos malotes de correspondência sendo que o único problema era quando o pão estava quente.

Mas o Chefe João não era de todo chato, mesmo sendo de uma época onde o autoritarismo era marca registrada, sabia também ouvir seus funcionários, não se incomodava de dar explicações sobre as tarefas, elogiava um trabalho bem feito, defendia sua equipe contra quem quisesse desfazer de uma pessoa de sua equipe, nunca fugia de suas reponsabilidades e não gostava de “puxa-sacos” ao seu redor e sempre dizia que “o meu titulo é provisório” mas enquanto estava no cargo agia como “dono do negócio”.

O Chefe João já esta aposentado, mas seus ensinamentos e atitudes são validas no dia de hoje a não ser pelos seus exemplos de como resolver os problemas, que hoje não são mais validos e ainda por cima são constrangedores, se bem que em algumas situações o método “João” poderia dar certo. O que vocês acham?

Meu nome é Zé Iscritório e gosto de escrever sobre o que acontece no mundo dos escritórios.


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