Contabilistas em Tempos Modernos

maio 7, 2012

A ficção retrata a dura realidade e nos ajuda a refletir melhor sobre alguns aspectos relevantes da profissão contábil dentro do cenário atual

Por Alex Araujo*

Outro dia estava assistindo ao filme “Tempos Modernos”, um clássico do gênio Charlie Chaplin. Este filme foi produzido em 1936 e nunca esteve tão atual dentro do conceito de sociedade moderna. Todavia, eu, enquanto contabilista peço licença e tomo a liberdade de me apropriar de algumas idéias desta magnífica obra, para demonstrar o quanto as mesmas fazem parte de nosso cotidiano.
O filme se inicia em uma fábrica onde os operários são constantemente monitorados pelo dono, através de circuito interno de TV, recurso que não existia na época. Além do “monitoramento digital” os operários eram vigiados por supervisores e capatazes, que os forçavam a produzir continuamente, sem descanso, exceto para o almoço e toalete (muito rapidamente). Em um determinado momento uma mosca pousa no rosto do personagem de Chaplin e ele embora incomodado, não pode parar sua produção para espantá-la. Neste momento visualizo nós, profissionais contábeis, abarrotados de atividades a serem cumpridas em tempo hábil (produção). Estamos constantemente sendo monitorados por sistemas que cruzam informações e vigiam se estamos fazendo tudo certo de acordo com a visão do fisco. Os fiscais, embora no cumprimento de seu dever, ficam em cima de nós, como os supervisores e capatazes da fábrica, nos cobrando, nos pressionando, mais em busca de uma brecha do que de acertos. Como se não soubéssemos que um pequeno erro pode nos custar duras penalidades.

A mosca que incomoda o personagem simboliza o quanto abdicamos de nossas vidas, sem ter tempo até para cuidar de coisas simples e isso irrita bastante. Por conta de tantas obrigações acessórias a serem apresentadas, tantas responsabilidades, deixamos de cuidar de nossas vidas da maneira adequada para cuidar dos problemas de nossos clientes. Quantos profissionais estão deixando de cuidar de sua saúde, de seus estudos, de suas finanças, família, porque dedicam quase todo o seu tempo para atender exigências fiscais, contábeis, legais, etc ?

Num outro trecho do filme, o dono da fábrica aparece de repente numa tela de vídeo dando ordem para que o capataz aumente a velocidade das máquinas e consequentemente acelere a produção. Isto me lembra o momento em que estamos produzindo normalmente e inesperadamente os órgãos de fiscalização implementam uma nova declaração, com um tempo extremamente curto para a entrega e isto acelera demasiadamente o ritmo de trabalho (como se já não tivéssemos o bastante). Muitas vezes para dar conta é necessário contratar mais mão de obra, aumentando assim as despesas. Se não quiserem ter mais gastos é simples: trabalhe mais e trabalhe até mais tarde. Você é obrigado a adaptar-se ao ritmo que lhe é imposto.

Retornando ao filme, após acelerar o ritmo de trabalho, o personagem de Chaplin começa a ter surtos seguidos de tiques nervosos, provocados por esforço repetitivo. Quantos profissionais se encontram assim neste momento ? Os tiques aqui representam o forte estresse ao qual somos submetidos sumariamente. Assim como o personagem do Chaplin surtou, imagino que falta muito pouco para que muitos profissionais da área contábil também tenham surtos. Muitos erros cometidos pelos colegas e por nós mesmos acontecem por conta do cansaço, fadiga, estresse, etc. Resumindo: muitos são induzidos ao erro.

A realidade atual se confunde com a ficção e a rotina dos contabilistas nesses “Tempos Modernos” parece um filme interminável. Seria cômico se não fosse trágico, contudo, este é o drama vivido pelos contabilistas, documentado verdadeiramente num filme em preto e branco.

*Profissional da área contábil com quase 13 anos de experiência. Criador da comunidade “Contabilidade S/A” no Orkut (a comunidade mais séria sobre contabilidade), com aproximadamente 6000 participantes.

Fonte: Administrdores.com


A importância do Exame de Suficiência

março 12, 2012

Por Lourival Alves Cavalcante

Uma das maneiras de avaliar a capacidade daquele que termina o curso técnico em Contabilidade ou a graduação em Ciências Contábeis, é sem dúvida o Exame de Suficiência. As provas são realizadas com o seguinte critério nas perguntas: fáceis, médias e difíceis. Esta modalidade de exame tem por objetivo medir o conhecimento daquele que deseja colocar-se no mercado de trabalho para exercer a profissão contábil.

No Brasil, já somos aproximadamente 498.000 (quatrocentos e noventa e oito mil) profissionais entre estes os que atuam como professores, auditores, peritos, autônomos, empresários de contabilidade e outros. No estado do Ceará somos em torno 12.000 (doze mil) profissionais ativos que atuam nos mais variados setores da economia contribuindo para o crescimento do pais através de controles e informações aos órgãos fiscalizadores competentes.

O CRC-CE, além de cumprir fielmente suas atribuições institucionais no que diz respeito ao registro e a fiscalização, proporciona vários cursos de qualificação e aperfeiçoamento a seus filiados melhorando seus conhecimentos para o exercício da profissão.

O Exame deve ser visto de forma positiva, pois a ideia é colocar no mercado de trabalho aquele que estiver melhor preparado. É uma forma de aferir o conhecimento do recém-formado, que após sua aprovação receberá sua identidade profissional, de grande importância para o exercício da profissão em qualquer lugar do território nacional.

Somos uma verdadeira força de trabalho e de conhecimento técnico contábil que ao logo do tempo tem contribuído grandemente para o crescimento do Brasil haja vista que todas as informações encaminhadas ao fisco são elaboradas pelo profissional contábil. Com o avanço da Tecnologia da Informação (TI) estamos crescendo em conhecimento e ocupando nossos espaços.

Nosso compromisso no CRC-CE é realizar um trabalho que atenda bem ao profissional, orientando-o para que exerça a profissão com ética, dignidade e profissionalismo.

Não esqueça, dia 25 de março, você que se inscreveu para o Exame de Suficiência em Fortaleza, Sobral ou Juazeiro do Norte, acorde cedo, prepare seus documentos de identificação, caneta com tinta azul ou preta, faça um lanche reforçado, estude e durma cedo na noite anterior. Boa sorte!

Lourival Alves Cavalcante
Vice-presidente de Controle Interno do CRC/CE

Fonte: Informativo CRC/CE


Mais uma opção de constituição de empresa

fevereiro 16, 2012

Por Rafael Arruty

Os empresários brasileiros, desde janeiro de 2012, contam com uma nova forma de constituição de empresas denominada EMPRESA INDIVIDUAL DE RESPONSABILIDADE LIMITADA (EIRELI). A nova forma de constituição de empresa (EIRELI) foi criada com a publicação da Lei nº 12.441/2011, que alterou o Código Civil, autorizando a partir de 08.01.2012 a criação das EIRELI.

O maior atrativo para constituir uma EIRELI ao invés de ser empresário individual é a incomunicabilidade entre o patrimônio da empresa e o patrimônio pessoal de quem constitui a empresa. Esse novo tipo de constituição de empresa permitirá ao empresário constituir uma pessoa jurídica sem a participação de outro sócio minoritário, o qual geralmente faz parte da sociedade apenas para atender a legislação das Sociedades de Responsabilidade Limitada.

A EIRELI poderá atuar em qualquer ramo da atividade empresarial. A nova Lei também permitiu à Empresa Individual de Responsabilidade Limitada atuar na prestação de serviços de qualquer natureza, a remuneração decorrente da cessão de direitos patrimoniais de autor ou de imagem, nome, marca ou voz de que seja detentor o titular da pessoa jurídica. A EIRELI também poderá resultar da concentração das quotas de outra modalidade societária num único sócio, independentemente das razões que motivaram tal concentração.

Para a constituição da EIRELI é necessário as seguintes exigências: a) constituição por uma única pessoa titular da totalidade do capital social, devidamente integralizado, que não será inferior a 100 (cem) vezes o maior salário mínimo vigente no País; b) inclusão da expressão “EIRELI” após a firma ou a denominação social. É importante atentar que a pessoa física que constituir a EIRELI somente poderá figurar em uma única empresa dessa modalidade.

É importante observar que no momento da constituição da EIRELI o capital social deve ser totalmente integralizado e não pode ser inferior a 100 (cem) vezes o maior salário mínimo vigente no país. Considerando-se o disposto pela Lei, atualmente o capital integralizado de uma EIRELI seria de 62.200 Reais. As sociedades consideradas simples pelo Código Civil, que na prática são as formadas por profissionais liberais (contadores, dentistas, advogados, médicos) podem ser constituídas como EIRELI.

É importante salientar que a Lei que instituiu a EIRELI é muito recente e ainda existem muitas dúvidas com relação a registro, mudança de forma societária. É interessante antes de registrar uma EIRELI o empresário procurar um contador ou advogado e dirimir suas dúvidas considerando a legislação e as orientações exigidas pelos órgãos competentes pelo registro.

Fonte: Informativo CRC/CE


Balanced Score Card:Instrumento para Acompanhamento da Estratégia Empresarial

novembro 12, 2011

Pedro

Por Pedro Paulo Galindo Morales

Esta coluna é publicada aos Sábados.

O artigo aborda sobre a  metodologia desenvolvida pelos professores da Harvard Business School, Robert Kaplan e David Norton, em 1992. Esta metodologia tem com seu objetivo maior auxiliar os gestores de uma organização na avaliação da estratégia.

Os seres humanos não vivem sozinhos, eles se organizam a fim de cooperarem entre si formando as organizações empresariais criadas para cumprirem objetivos com os quais indivíduos isoladamente não podem alcançar em face as suas limitações individuais. Dessa forma os indivíduos se unem para criar organizações dos mais variados tipos (indústrias, comércio, banco, igrejas etc.), que permitem satisfazer as mais variadas necessidades dos indivíduos, tais como emocional, espirituais, intelectuais econômicas etc. As organizações devem ser vistas como um conjunto de elementos, dinamicamente relacionados que desenvolvem uma atividade com a finalidade de atingir um objetivo ou propósito, operando sobre dados/energia/matéria colhidas no meio ambiente que circunda a organização, para fornecer informações/energia/matéria (que são a saída ou os resultados das atividades do sistema).

As organizações precisam desenvolver um planejamento capaz de conduzi-la a um objetivo maior e desenvolvem diretrizes que nada mais são as crenças e valores do fundador ou dos fundadores dessas organizações. O documento escrito que vai conduzir a organização ao seu objetivo maior se chama Planejamento Estratégico.

Para controlar o Planejamento Estratégico de uma empresa surgiu uma metodologia aceita no mercado desenvolvida pelos professores da Harvard Business School, Robert Kaplan e David Norton, em 1992. Esta metodologia tem com seu objetivo maior auxiliar os gestores de uma organização na avaliação da estratégia que foi implementada e se constitui de indicadores balanceados entre si. A Controladoria tem como uma de suas funções o acompanhamento dessa estratégia justamente porque já fornecia informações contábeis e econômicas aos gestores destas organizações com a finalidade de que através das informações estes tomem as decisões corretas que levarão estas a eficiência e eficácia organizacional

Planejamento Estratégico

É o processo administrativo que proporciona sustentação metodológica para se estabelecer a melhor direção a ser seguida pela empresa, visando à interação com o ambiente fazendo com que a organização atue de forma inovadora e diferenciada mantendo assim a sua competitividade

Principais Pilares do Planejamento Estratégico

Visão: é uma definição clara e motivadora da situação desejada para a Organização no futuro, “Como queremos ser reconhecidos no futuro”.

Missão: é uma a razão de ser de uma organização, a qual orienta e delimita a ação,“É tudo o que ela faz para realizar a missão ”

Valores: são princípios de conduta desenvolvidos pelas pessoas em função de sua vida e educação. Representa tudo aquilo em que nos acreditamos e respeitamos, “Tudo que orienta nossas ações ”

O que é Balanced Score Card ?

Significa “painel de controle equilibrado” é um novo instrumento que integra as medidas derivadas da estratégia, sem menosprezar as medidas financeiras de desempenho passado traduz a missão e a estratégia das empresas  num conjunto abrangente de medidas de desempenho que serve de base para um sistema de medição estratégicas. (Indicadores de Desempenhos).

O principal objetivo do BSC é o alinhamento do planejamento estratégico com as ações operacionais da empresa. Esse objetivo é alcançado pelas seguintes ações esclarecer e traduzir a visão e a estratégia comunicar e associar objetivos e medidas estratégicos planejar, estabelecer metas e alinhar iniciativas estratégicas melhorar o feedback e o aprendizado estratégico.

As Quatro Perspectivas do Negócio

Os requisitos para definição dos indicadores de desempenho estão relacionados com os processos e serviços existentes dentro das organizações e buscam a maximização dos resultados baseados em quatro perspectivas que refletem a visão e estratégia empresarial.

Perspectiva financeira:

Esta perspectiva tem um grau de importância para avaliação de ações passadas. O Balanced Score Card propõe a geração de dados e informações, visando servir de incentivo para que as unidades de negócios vinculem seus objetivos financeiros às estratégias organizacionais.

Perspectiva do Cliente:

O cliente é um fator de sucesso para qualquer tipo de organização. O Balanced Score Card, nesta perspectiva, fornece informações sobre o seu segmento alvo, quais esforços para atrair, reter, satisfazer e obter fidelidade da clientela.

Perspectiva dos processos internos

As estratégias estão voltadas para o atendimento às expectativas dos acionistas e clientes-alvo. Essa análise seqüencial, de cima para baixo, costuma revelar processos de negócios inteiramente novos nos quais a empresa deverá buscar a excelência. Trata-se da necessidade de possuir comunicação entre os envolvidos nas tarefas e os fatores relacionados aos clientes. Esta comunicação deve informar imediatamente, quaisquer preocupações que por acaso, os clientes venham a ter.

Perspectiva do aprendizado e crescimento

As estratégias estão voltadas para os objetivos da perspectiva financeira, do cliente e dos processos internos, só serão alcançados se houver aprendizado e crescimento dos recursos humanos, ao desenvolverem suas atividades. A perspectiva do aprendizado e crescimento contínuo, ao lado de uma infra-estrutura eficiente, certamente contribuirá para a eficácia organizacional e equilíbrio financeiro a curto e longo prazo.

Prespectivas do Balanced Score Card

Características dos indicadores

  • Consistência: os indicadores não devem conflitar com outros para que não haja efeitos comportamentais negativos;
  •  Confiabilidade: Um indicador deve apresentar sempre os mesmos resultados para qualquer que seja a medição desde que sejam respeitados os mesmos parâmetros de medição;
  •  Validade: a medição deve ser feita de maneira correta;
  •  Relevância: a relevância relaciona-se com a utilidade do indicador ou seja ele deve trazer alguma informação útil a seu usuário.

Ciclo PDCA

O planejamento perfeito caracteriza-se por seguir uma metodologia. Um dos modelos mais indicado e comprovadamente eficaz tem sido o PDCA, na medida em que o planejamento estratégico consiste num processo. O seu objetivo é auxiliar o desenvolvimento e a melhoria das instituições.

Planejar –(Plan)                                        =>             Objetivos e caminhos
Executar –(Do)                                         =>              “Faz Acontecer”
Verificar ou controlar                               =>               Comparar o “Plan  com o DO”
Melhorar ou Agir                                     =>                Correções ou Melhorias
http://ibenp.files.wordpress.com/2010/12/pdca-ciclo.jpg?w=250&h=216&h=216
Ciclo PDCA

BSC como Modelo de Gestão

O BSC foi apresentado inicialmente como um modelo de avaliação e performance empresarial, porém, a aplicação em empresas proporcionou seu desenvolvimento para uma metodologia
de gestão estratégica.

Seu surgimento está relacionado às limitações dos sistemas tradicionais de avaliação de desempenho, o que não deixa de ser um dos problemas do planejamento estratégico, uma importante ferramenta de gestão estratégica. O BSC motiva melhorias em áreas críticas, tais como desenvolvimento de produtos, processos, clientes e mercados.

Na implementação do BSC a organização tem como vantagem reunir em um único quadro vários elementos aparentemente discrepantes da agenda competitiva como:

  •  Tornar-se orientada para o cliente;
  •  Reduzir o tempo de resposta;
  •  Privilegiar o trabalho em equipe;
  •  Reduzir o tempo de lançamentos de novos produtos e;
  •  Fazer uma gestão voltada para o longo prazo.

Benefícios do Balanced Score Card

  • Alinhamento de indicadores de resultado com indicadores de tendência;
  • O BSC considera diferentes grupos de interesse na análise e execução da estratégia;
  • Comunicação da estratégia;
  • O BSC é direcionado e focado nas ações;
  • O BSC é um instrumento flexível e considera o planejamento estratégico um ser vivo a ser testado e monitorado continuamente;
  • Alinhamento da organização com a estratégia;
  • Promove a sinergia organizacional;
  • Constrói um sistema de gestão estratégica e vincula a estratégia com planejamento e orçamento;

Criticas ao Balanced Score Card

  • Alguns usuários confundem os fins com os meios. O BSC é um meio de promover a estratégia;
  • Na vida real a associação entre causa e efeito, que o BSC prega, raramente é clara o suficiente. Na maioria das situações devemos nos contentar em incluir a maioria das medidas certas no BSC, sem tentar imaginar qual é a relação entre elas;
  • Pontos fracos do BSC:
  • Relações de causa e efeito unidirecionais e muito simplistas;
  • Não separa causa e efeito no tempo;
  • Ausência de mecanismos para validação;
  • Vínculo entre estratégia e a operação insuficiente;
  • Muito internamente focado;
  • A ausência de uma base histórica suficiente para análise de um indicador pode levar a conclusões imprecisas

CONCLUSÃO

A Controladoria tem como uma de suas missões acompanhar os planos e as metas da entidade. Ela deve fornecer dados e informações para indicar o rumo certo a seguir na administração dos negócios. A vantagem do modelo do balanço de indicadores é que ele considera tanto os ativos tangíveis como os intangíveis. Ele amplia os horizontes da contabilidade, aponta os resultados e revela as causas. Toda medida selecionada para um balanço de indicadores constitui um elemento integrante da cadeia de relações de causa e efeito que comunica o significado da estratégia da unidade de negócios ou da instituição como um todo. Vale ressaltar que as relações causais de todas as medidas que o balanço de indicadores incorpora devem estar vinculadas a objetivos da organização. O modelo do balanço de indicadores é uma ferramenta nova que permite aos gestores focalizar a atenção em estratégias que, em longo prazo, conduzam a instituição ao sucesso.Pode-se dizer que o BSC apresenta uma ordenação de conceitos e idéias preexistentes de uma forma lógica, objetiva e inteligente. Sua correta aplicação implica em uma série de benefícios, como integração de medidas financeiras e não-financeiras, comunicação e feedback da estratégia, vínculo da estratégia com planejamento e orçamento, garantia de foco e alinhamento organizacional, entre outros. Entretanto, não pode ser considerado como uma panacéia e como única alternativa para todos os males do planejamento estratégico e da administração estratégica.

Bibliografia

SIMONI, Anderson Wilson Simoni; Macri ,Fabiana de Castilho; Moraes, Maria Cristina Pavan de ; Oliveira Vânia Cristine Sula de , Balanced Scorecard : Modelo Gerencial Estratégico para as Instituições de Ensino disponível  em http://www.am.unisal.br/graduacao/administracao/pdf/publicacoes-10.pdf.  Acessado em 31/05/2008.

SILVA, Leandro da Costa . O Balanced  Score Card  e o Processo Estratégico disponível em  http://www.am.unisal.br/graduacao/administracao/pdf/publicacoes-10.pdf. Acessado em 31/05/2008.

Implementação do Balanced Score Card Integrado ao Planejamento Estratégico da Organização. Apostila de treinamento para implementação do Balanced Score Card na Coelce- Companhia Energética do Ceará, 2004

OLIVEIRA Luis Martins de , Perez JR, José Hernandez  e Silva, Carlos Alberto dos Santos. Controladoria Estratégica  3º ed.,Editora Atlas S.A. , São Paulo, 2005.

KAPLAN, Robert S. e NORTON, David P. A Estratégia em Ação. Rio de Janeiro, Editora Campus, 1997.


A sua empresa contábil tem um Steve Jobs?

outubro 7, 2011

Por Anderson Hernandes

O artigo faz uma relação entre a visibilidade de Steve Jobs com alguns empresários contábeis da atualidade.

Apple, Microsoft, Google e Sony, o que essas empresas têm em comum? Foram companhias de sucesso na qual sua imagem sempre esteve diretamente vinculada a de seus co-fundadores. No mercado contábil são comuns exemplos semelhantes, especialmente porque grande parte dessas empresas foi formada e continua a ser dirigida por profissionais fundadores. Mas, quantos conseguem alcançar comparativamente tamanha visibilidade no mercado contábil como Steve Jobs alcançou na área de tecnologia?

Salvo as devidas proporções, ter um diretor com grande poder de persuasão, comprometimento, disciplina e acima de tudo genialidade é um diferencial para qualquer companhia e também para uma empresa contábil. Com uma incrível capacidade visionária, o “Steve Jobs Contábil” é capaz de enxergar anos a frente do atual mercado contábil, estabelecendo estratégias de serviços para atender a futuras oportunidades e preparar a empresa para desafios antes mesmo que surjam.

Com uma liderança diferenciada e incrível capacidade persuasiva, ele é capaz de não somente mover pessoas a ação, mas é fonte de inspiração para seus profissionais e até concorrentes de mercado. Considerado como persistente e com forte apego aos seus ideais, ele é criticado muitas vezes, mas nunca é visto como omisso das principais situações consideradas fundamentais na sua empresa.

Na maior parte das vezes, começou sua empresa contábil do nada, vendendo e executando seus próprios serviços e tem um amor incondicional por ela. Apesar de todo o crescimento que ela alcançou no decorrer dos anos, ele continua reinventar seu negócio a cada dia, ganhando visibilidade em seu mercado, ditando tendências e granjeando respeito por seus diferenciais.

A competência para gerir uma empresa contábil não é algo incomum, afinal temos uma infinidade de empresários contábeis de sucesso, mas a genialidade de alguns em estabelecer estratégias memoráveis, encontrar soluções criativas para os mais desafiadores problemas e quebrar paradigmas num segmento que se apega a eles é ainda muito rara.

Não importa quão desafiador possa ser o mercado contábil da atualidade, nem tampouco quantas vezes ainda sejam necessárias se reinventar, ainda assim existirão alguns empresários contábeis que ditarão tendências e serão comparativamente admirados por esse mercado assim como foi o grande Steve Jobs no mercado de tecnologia.

Anderson Hernandes é empresário contábil, palestrante e escritor especializado em mercado contábil. www.andersonhernandes.com.br

Fonte: Administradores.com


O Novo Profissional de Contabilidade

setembro 24, 2011

Por Tom Coelho

“O que o contador deve se preocupar é em oferecer
modelos de prosperidade às empresas. Este é seu dever ético.”
(Antônio Lopes de Sá)
Embora o fantasma da inflação esteja sempre rondando o cenário econômico, a estabilidade de nossa moeda conquistada em um já distante 1994, com o advento do Plano Real, fez-nos esquecer da dramática superinflação, período no qual a variação nos preços chegou a espantosos 3% ao dia.
Naqueles tempos, não se falava em eficiência, pois os ganhos obtidos no mercado financeiro, com aplicações no overnight, eram suficientes para pagar com sobra a folha de salários de qualquer empresa, mascarando uma gestão perdulária.
Neste contexto, os profissionais de contabilidade tinham atribuições meramente operacionais tais como processar a escrituração fiscal, cuidar das obrigações legais e acompanhar a esquizofrenia tributária, sempre tencionando evitar multas e sanções.
Com a inflação sob controle, as receitas financeiras tiveram que ser substituídas por aumento de produtividade. E o ingresso de produtos importados decorrentes da abertura da economia brasileira ao comércio exterior elevou a competitividade e reduziu as margens de lucro.
Apesar de ainda ser comum encontrarmos uma legião de contabilistas discípulos de Luca Pacioli, preocupados exclusivamente com questões de caráter burocrático, a conjunção da estrutura tributária insana de nosso país, com margens reduzidas e competição crescente, sugerem uma oportunidade ímpar para um novo profissional de contabilidade, dotado de visão estratégica.
Este novo contador estuda a legislação não apenas para cumpri-la, mas em especial para orientar seus clientes sobre as melhores alternativas. Recomenda a opção pelo lucro real conjugada com a reforma do parque industrial mediante aquisições de novos equipamentos por leasing, ao mesmo tempo em que licitamente fragmenta a operação da empresa em duas ou mais companhias, enquadrando uma no lucro presumido e outra no Simples Nacional, na qual será abarcada toda a mão de obra.
Acompanha a legislação nos diversos Estados da Federação a fim de aderir a uma eventual anistia. Realiza consultas fiscais buscando a reclassificação de alguns produtos, um benefício por substituição tributária ou a uma redução de alíquota. Em suma, pratica a elisão fiscal.
Adotando tais procedimentos, possibilita à empresa ganhos que muitas vezes superam a margem líquida obtida no processo produtivo.
Advogados irresponsáveis podem condenar um réu pela mera perda de prazo. Engenheiros incompetentes podem derrubar um prédio e ceifar dezenas de vidas. Contadores retrógrados ou inconsequentes podem selar o destino de uma empresa, comprometendo centenas e milhares e pessoas.
Que tipo de profissional de contabilidade é você? Qual o perfil do contador de sua empresa? Reflita sobre isso, antes tarde do que… mais tarde.
* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 15 países. É autor de “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional”, pela Editora Saraiva, e coautor de outros quatro livros. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br e www.setevidas.com.br.
Fonte: http://www.blogdepliniojfferreira.blogspot.com/

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