Pedro Paulo Galindo Morales.
Hoje pela manhã quando ia começar mais uma jornada de trabalho aconteceu algo que me espantou. Como toda manhã, tenho costume de cumprimentar a todos que vejo desde o Seu José da portaria ate a D. Cleide da limpeza, habito que tenho desde jovem e que foi passado para todos os funcionários através de treinamentos sobre comportamento e valores.
Armando é um jovem estagiário que entrou a poucos meses na empresa e com o qual tenho contato, pois ele estagia no departamento financeiro da empresa como de costume trocamos algumas palavras enquanto esperávamos o elevador, que já veio lotado do subsolo, não sei por que, não entrei e lhe ofereci o lugar afinal ainda estava no horário e ele era mais magro. Armando gentilmente segurou a porta e disse que tinha mais um lugar e entrei no elevador quando ouvi de sua chefe, uma alta executiva “Armando, você não é pago para ser ascensorista” já dentro do elevador fiquei meio desconsertado ainda mais porque o elevador não subiu.Eu agradeci o rapaz pela gentileza e esperei o outro elevador.
Enquanto esperava o elevador pensava no dinheiro que a empresa gastou em treinamento dos colaboradores, o que adiantava se quem deveria dar o exemplo faz uma coisa dessas? Realmente essa atitude me deixou pensativo o resto da manhã, mas na saída para o almoço quando o elevador abriu as portas em meu andar estava um pouco distante, porem a porta se abriu novamente, entrei e ouvi um sonoro “Boa Tarde, como vai?” quem falava e segurou a porta para mim era o Diretor de RH, pensei “ainda bem que nem todo mundo não é como a Dra. Alta Executiva”

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